Sempre vale a pena fazer um seguro de vida?

O seguro de vida é um tema que costuma gerar algumas controvérsias. Será que ele é considerado um investimento? Será que é algo que vale a pena para todo mundo, ou há alternativas melhores a ele? Neste post, vamos abordar esse assunto tão importante!

O que é o seguro de vida?

O seguro de vida é um serviço que visa a proteger o segurado contra determinadas perdas, que são definidas no momento da contratação, pagando uma indenização aos beneficiários no caso de morte ou acidentes graves. Esse pagamento tem o objetivo de compensar pela perda monetária que o falecimento ou acidente do segurado cause para o orçamento familiar, salvaguardando seus entes queridos nesse momento difícil. 

O beneficiário do seguro pode ser uma ou mais pessoas, e há diversas opções de cobertura. Isso tudo vai interferir no preço a ser pago mensalmente à seguradora, e deve ser negociado na hora da contratação.  Ao fechar o contrato, a seguradora escolhida garante a proteção financeira dos dependentes em caso de eventos fatais. 

Como funciona o seguro de vida?

Os seguros de vida são divididos em planos com diferentes coberturas, em que quanto maior for o grau de risco, maior será a mensalidade a ser paga para a seguradora, chamada de “prêmio”, e que é livre de imposto de renda.

Esses pagamentos mensais compõem uma reserva que representará o valor da indenização paga aos beneficiários quando o seguro for acionado em caso de sinistro. Para quem não está familiarizado com o termo, chama-se de sinistro o evento do qual a pessoa é segurada – nesse caso, perder a vida. 

Vale lembrar que o grau de risco é estabelecido com base nas situações potencialmente perigosas a que o segurado está exposto, como doenças crônicas, trabalho em condições de insalubridade etc. Também é importante frisar que todas as companhias de seguros devem ser regulamentadas e fiscalizadas pelo Sistema Nacional de Seguros Privados (CNSeg) para garantir a integridade do dinheiro do contratante. 

Ao contratar um seguro de vida, o segurado deve se comprometer a pagar o prêmio em dia, não se expor a riscos que não sejam cobertos pelo seu plano, comunicar à companhia se houver algum tipo de incidente ou imprevisto, bem como notificá-la se já tiver outro seguro contratado. 

Apesar do nome, o seguro de vida não precisa ser acionado necessariamente em caso de falecimento, mas também em situações de doenças e acidentes graves e invalidez, eventos que podem comprometer a fonte de renda familiar.

O seguro de vida é considerado um investimento?

Não, pois os investimentos são feitos com a intenção de obter retorno, e esse não é o propósito de um seguro de vida. Na verdade, ao contratar o seguro, o segurado não tem como objetivo obter um retorno financeiro, mas sim se resguardar de uma perda potencialmente maior em caso de morte. Ele é uma alternativa para minimizar as perdas em caso de contratempos, não para efetivamente obter um ganho, já que, ao fazer o seguro, não se espera que ocorra o sinistro em um futuro próximo.  

Sendo assim, parece óbvio concluir que não, o seguro não pode ser considerado como uma forma vantajosa de guardar dinheiro, mas sim como uma cobertura de risco. 

Quando vale a pena fazer um seguro?

Contrariando o que figura no imaginário popular, o seguro de vida não necessariamente é indicado para pessoas mais idosas que têm medo de partir e deixar a família desamparada. Na realidade, segundo os especialistas, é justamente o oposto: o seguro é recomendado para pessoas mais jovens, que ainda não tiveram tempo de acumular patrimônio suficiente, mas que tenham dependentes financeiros como filhos, cônjuges ou os próprios pais. 

Para jovens que têm a intenção de poupar dinheiro, mas não têm dependentes, o seguro não é a opção ideal. Nesse caso, o melhor a fazer é procurar investimentos rentáveis para aumentar o patrimônio a longo prazo. Já para pessoas casadas, com filhos ou outros entes que dependam financeiramente de sua renda, é mais interessante contratar um seguro de vida, já que, em caso de morte, a família pode se ver em maus lençóis. 

Entretanto, é importante que, se a pessoa já tiver acumulado o suficiente, tiver bens e dinheiro investido, é perfeitamente possível manter o padrão de vida da família em caso de fatalidade. É simples entender a lógica por trás disso: se você já acumulou capital o bastante, o risco financeiro de um falecimento é menor.

Nesses casos, vender os bens ou viver da renda recebida com as aplicações pode já ser o bastante para salvaguardar os dependentes de apuros financeiros. Portanto, o seguro de vida já não seria tão indispensável.  

Em casos como o descrito acima, uma alternativa ao seguro de vida seria um plano de previdência privada, um investimento que deve ser encarado como uma poupança de longo prazo. Se você ainda não acumulou o bastante para ter rendimentos realmente significativos, uma boa opção é combinar os seguros de vida com planos de previdência do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que unifica o melhor dos dois mundos. Se você quiser saber mais sobre o tema, já falamos sobre o VGBL nesse post.

Esperamos que este post tenha ajudado você a decidir se o seguro de vida é ou não uma opção para você. Em breve, traremos novas dicas úteis para seu planejamento financeiro. 

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