Saiba como o IOF incide nos fundos de investimento

Os fundos de investimento são muito versáteis e se apresentam como uma excelente alternativa para os investidores que buscam uma aplicação rentável ou querem diversificar suas carteiras com praticidade. No entanto, para melhor aproveitamento, é preciso estar ciente dos impostos que incidem sobre eles. Um desses tributos é o IOF, o imposto sobre operações financeiras que incide sobre o rendimento dos resgates quando se retira o dinheiro no primeiro mês de aplicação. 

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue lendo este post e saiba como o IOF incide nos fundos de investimentos

Antes de tudo, o que é um fundo de investimento?

Os fundos de investimento são compostos por uma carteira de ativos diversos, e reúnem o dinheiro de vários investidores, chamados de cotistas. Esses fundos são oferecidos pelas administradoras que disponibilizam cotas (as menores partes de um fundo) para captar recursos.

Uma analogia simples para explicar o conceito do fundo de investimento é a metáfora do condomínio. Cada investidor adquire uma cota do fundo e paga uma quantia mensal para que um gestor administre os ativos em que o dinheiro dos cotistas é investido e tome decisões de compra e venda. A soma de todas as cotas constituem o patrimônio do fundo de investimento e, embora o seu valor varie conforme o desempenho do investimento, o número de cotas não se altera. 

Os fundos de investimento são fiscalizados pela CVM e pela ANBIMA, e regidos por um regulamento próprio, com regras pré-definidas que devem ser seguidas pelos cotistas. Eles trazem diversos benefícios, como o investimento inicial baixo, a simplicidade da operação e a segurança, além, é claro, da diversificação da carteira. 

Entretanto, é preciso ficar de olho pois, além do come-cotas, os fundos de investimento também estão sujeitos a outros tributos, como o Imposto de Renda e o IOF, imposto sobre o qual trataremos a seguir.  

O IOF e os fundos de investimento

O IOF incide sobre vários tipos de operações financeiras, incluindo os fundos de investimento, e o investidor deve ficar atento, pois os investimentos de prazo mais curto pagam mais impostos.

É importante saber que o IOF incide apenas sobre os resgates feitos em um período menor do que 30 dias da data da aplicação. Ou seja, se o investidor deixar o dinheiro aplicado em um fundo de investimento por mais de um mês, estará isento da cobrança, mas se optar por retirá-lo antes, terá que pagar esse tributo. A alíquota de IOF segue uma tabela regressiva, variando de acordo com o número de dias que o capital ficou aplicado.

Se o resgate for solicitado antes de 30 dias, o investidor deverá pagar um percentual sobre os rendimentos, quantia essa que diminui proporcionalmente ao número de dias decorridos. Quanto mais rápido for feito o saque, mais caro será o valor da cobrança. Ou seja, na prática, é possível deixar de pagar o IOF. Para isso, basta não sacar o dinheiro investido antes de completar os 30 dias e, assim, garantir a rentabilidade.

Vale lembrar que todos os investimentos devem ter um objetivo específico. Portanto, a menos que o objetivo do investidor seja de curtíssimo prazo, não é aconselhável resgatar o dinheiro precocemente. O ideal é deixar o capital rendendo para obter os melhores retornos e, de quebra, se livrar da cobrança do IOF.

Mesmo que o fundo escolhido não esteja tendo um desempenho tão satisfatório no princípio, intervalos menores do que 30 dias não costumam ser suficientes para avaliar seu potencial. O ideal é aguardar alguns meses para verificar como o fundo se comporta e, aí sim, optar pelo resgate dos rendimentos. 

Agora que você já sabe de que maneira o IOF incide sobre os fundos de investimento, que tal se inteirar ainda mais sobre o funcionamento dessas aplicações? Aproveite para baixar nosso e-book gratuito e aprender tudo o que você precisa saber para ter sucesso nessa modalidade! Clique aqui e boa leitura

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