Onde investir aquele dinheiro que está sobrando na conta?

Você fez boas escolhas ao longo do mês, conseguiu economizar nas pequenas despesas do dia a dia e… sobrou dinheiro na conta! E agora?

Nessas situações, é muito comum que as pessoas considerem, erroneamente, que não vale a pena mexer na quantia extra e que o melhor seria manter o dinheiro parado na conta, por não ter um destino certo para ele ou por não saber quando será necessário sacá-lo.

Porém, essa não é a estratégia mais inteligente. O melhor a fazer nesses casos é buscar aplicações de liquidez diária, ou seja, aquelas que podem ser resgatadas a qualquer momento, de acordo com a vontade do investidor.

Nesse tipo de investimento, é possível ter mais controle sobre o dinheiro e total liberdade para escolher por quanto tempo quer manter a aplicação. Assim, não existe o risco de você precisar do valor em algum momento e não ter acesso a ele. 

Já se convenceu? Pois bem, então confira algumas opções interessantes para aplicar aquele dinheiro que sobrou em sua conta bancária e fazê-lo render!

Certificados de Depósitos Bancários (CDBs)

Os CDBs são títulos de renda fixa emitidos por bancos, que costumam ter liquidez diária sem perda de rentabilidade em caso de resgate antes do vencimento. São muito seguros, já que contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investimentos de até 250 mil reais. Normalmente, esses títulos pagam um percentual de no máximo 100% do CDI, um índice próximo da Selic.

Títulos públicos do Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto funcionam como os CDBs, com a diferença de que o credor não é o banco, mas o Estado. Na prática, investir no Tesouro Direto equivale a emprestar dinheiro ao governo brasileiro e, posteriormente, receber o valor acrescido aos juros.

A vantagem é que, além de ser bem simples comprar e vender os títulos pela internet, o investidor também tem controle total sobre os resgates, podendo solicitá-los inclusive em fins de semana e feriados. Além disso, é um investimento seguro e com garantia do Tesouro Nacional. A liquidez é diária, entretanto, há cobrança de IOF caso o resgate seja feito em menos de 30 dias. 

Só é preciso atentar para o fato de que os títulos do Tesouro Direto são categorizados de acordo com a sua rentabilidade. Existe o Tesouro Prefixado, cuja rentabilidade é definida pelo Tesouro Nacional, o Tesouro Selic, que é pós-fixado e ligado à taxa básica de juros, e o Tesouro IPCA+, que é vinculado à inflação. É preciso definir qual é a opção mais indicada para o seu perfil antes de investir. 

Fundos de investimento

Existem vários fundos de investimento, e nem todos têm alta liquidez. Mas há boas opções caso você opte por um deles. Os fundos DI, por exemplo, costumam ter a rentabilidade atrelada à Selic, e são muito líquidos. O cotista tem acesso ao dinheiro no mesmo dia em que solicita o resgate. Trata-se de uma boa alternativa para quem não quer correr riscos e não abre mão da liquidez. 

O importante aqui é ficar de olho nos prazos de cotização (o tempo necessário para transformar suas cotas em dinheiro) e de liquidação (o intervalo entre a transformação das cotas em dinheiro e a data de disponibilização do valor na conta) quando for investir em um fundo. Assim, você tem uma estimativa precisa do tempo que leva entre a solicitação de resgate e a obtenção do dinheiro em si. 

Ações

Esse tópico pode parecer polêmico, mas a verdade é que as ações podem, sim, ter liquidez diária e ser resgatadas ou vendidas rapidamente. Tudo depende do tipo de papel que está sendo negociado. Por exemplo, as ações de grandes empresas que compõem o índice Bovespa são sempre as mais líquidas, enquanto as de empresas menores costumam ser menos. Tudo isso precisa ser avaliado na hora de investir. 

Vale lembrar que, depois da venda de uma ação, o investidor leva três dias para receber o dinheiro,fique atento a esse prazo! 

E agora, como escolher o investimento ideal?

Como basicamente tudo o que acontece no mercado financeiro, não existe uma resposta certa ou errada. A escolha do investimento certo depende do perfil de risco do investidor e do objetivo da aplicação.

Na hora de fazer sua opção, é importante atentar para detalhes como a segurança, a liquidez, a rentabilidade e o prazo de cada investimento, já que cada aplicação é indicada para um determinado tipo de investidor. 

Por exemplo, o Tesouro Direto e os CDBs são investimentos de renda fixa mais conservadores, recomendáveis para quem está menos disposto a correr riscos, e para os iniciantes. A diferença, aqui, está na rentabilidade de cada um, que pode variar.

Já os fundos de investimento são aplicações voltadas para investidores de perfil mais moderado e que já tenham um pouco mais de experiência, pois não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. 

As ações, por sua vez, têm liquidez diária, mas são consideradas investimentos de alto risco devido à volatilidade do mercado. Por isso, são aplicações mais indicadas para investidores experientes e de perfil agressivo. 

O ideal é sempre contar com a orientação de especialistas para fazer as melhores escolhas e valorizar seu patrimônio. Por isso, se você precisar de ajuda para gerenciar sua carteira e multiplicar seu capital, utilize nossos simuladores ou contrate nossas soluções para dar um up em seus investimentos! 

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