O que é Hot Money e quando ele vale a pena?

Em alguns momentos de suas existências, as empresas podem enfrentar períodos difíceis, que demandem altas quantias de dinheiro com urgência. O que fazer em situações de emergência em que seja necessário um empréstimo de curto prazo para cobrir a falta de giro de caixa? Uma das alternativas é apelar para o Hot Money.

Você sabe o que é isso? Neste post, vamos explicar o que é o Hot Money, como funciona, quando vale a pena utilizá-lo e quais são suas vantagens e desvantagens.

O que é o Hot Money?

O Hot Money nada mais é do que um crédito de curto prazo, entre um e 29 dias, que os bancos e as instituições financeiras emprestam para as empresas em momentos críticos, e é utilizado sobretudo quando se precisa de uma alta quantia rapidamente, já que é uma modalidade de crédito rápida e sem muita burocracia (o credor sequer exige comprovação da maneira como o dinheiro será investido).

Devido à facilidade como o empréstimo é obtido, o Hot Money serve como alternativa para as empresas que precisam realizar pagamentos e continuar operando mesmo que não tenham capital de giro. Ele funciona como um deslocamento de dinheiro do caixa para cobrir despesas urgentes e imediatas, resolvendo problemas pontuais. 

Como todo empréstimo, porém, a ideia é que só se recorra ao Hot Money em último caso. Para evitar que a empresa tenha que utilizá-lo mais do que devia, é preciso realizar um planejamento realista e minucioso, estimando os ganhos, despesas e investimentos futuros para evitar ter que lançar mão desse recurso. Quando não houver outras opções viáveis, aí sim o Hot Money pode ser a salvação a curto prazo. 

Quando se deve usar o Hot Money?

A principal finalidade do Hot Money é cobrir necessidades financeiras imediatas das empresas, de uma maneira rápida e pouco burocrática, possibilitando que as organizações obtenham capital suficiente para cumprir com suas obrigações e se manter operantes. Essas obrigações entram no Balanço Patrimonial da empresa como passivos, e se referem a pagamentos que não podem deixar de ser feitos, como fornecedores, financiamentos, obrigações fiscais e sociais, entre outras. 

Na maior parte das vezes, as empresas recorrem a esse recurso quando precisam de grandes somas em dinheiro com urgência para arcar com suas contas, ajustar o fluxo de caixa ou até mesmo adquirir capital de giro. 

Vale lembrar que, apesar de liberar rapidamente quantias volumosas de capital sem exigência de comprovação, o Hot Money tem juros altos (baseados na taxa do CDI do dia da operação, somada ao valor do PIS e da Cofins sobre o faturamento) e deve ser pago em curto prazo. Por isso, convém não abusar dessa transação financeira. 

Vantagens e desvantagens do Hot Money

Conforme já explicamos, o Hot Money é uma operação emergencial e não deve ser usada de forma leviana, mas sim em casos em que realmente é necessário obter uma alta quantia de dinheiro para apagar incêndios. O seu principal benefício é possibilitar que a empresa resolva pontualmente as necessidades da tesouraria, evitando que ela descumpra suas obrigações ou tenha que parar de operar por falta de capital. 

Outro ponto positivo é a falta de burocracia para conseguir o crédito, e as altas somas que podem ser liberadas para as organizações. Para facilitar o processo de liberação de crédito, esse procedimento já é agilizado pelos próprios bancos: muitos clientes que são pessoas jurídicas já contam com essa linha de crédito pré-aprovada. Além disso, os contratos também têm regras pré-fixadas, o que permite a liberação de grandes quantias em apenas um dia. 

Como desvantagem, podemos citar que as taxas de juros envolvidas costumam ser muito altas, e os prazos para pagamento da dívida com a instituição financeira são bem estreitos. Além disso, ainda que não peça comprovação de como o capital será utilizado, o credor pode exigir garantias do cliente para a liberação do crédito, como notas promissórias, Cédula de Crédito Bancário, penhor ou hipoteca de algum bem da empresa ou de seus sócios, cessão de direitos creditórios, além do próprio contrato assinado.

Trata-se de uma transação de risco, que deve ser bem avaliada, afinal, a empresa pode se complicar na hora de devolver o dinheiro à instituição que emprestou. Em alguns casos, pode haver alternativas mais vantajosas, que ofereçam linhas de crédito com taxas de juro menores e prazos maiores para quitação da dívida. O ideal é pesquisar sobre o Hot Money, compará-lo com outras transações bancárias e analisar bem as opções disponíveis no mercado antes de embarcar nesse tipo de operação. 

 

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