Eleições – Como se proteger desse impacto nos investimentos?

O período eleitoral é sempre um período incerto, e pairam muitas dúvidas acerca do futuro do país, dependendo da linha de governo adotada pelo presidente eleito. Essa incerteza, é claro, se reflete nos investimentos: o que fazer para não perder dinheiro em um clima tão instável?

Neste post, vamos explicar como as eleições podem influenciar os investimentos e dar recomendações importantes para proteger seu capital. 

O porquê da incerteza

Para entender os impactos das eleições nos investimentos é necessário compreender que a economia deve ter alguma previsibilidade para que seja possível investir da melhor forma. Sem ela, não há como tomar decisões de forma precisa. Podendo prever o futuro, é possível planejar as aplicações a médio e longo prazo de modo a garantir retornos interessantes. 

O problema é que, quando o cenário não está tão claro – o que ocorre em ano eleitoral – e as pessoas não sabem direito o que esperar do novo governo, é muito mais difícil fazer previsões e, consequentemente, se planejar da maneira adequada. A incerteza gera volatilidade e uma intensa oscilação no preço dos ativos. Isso, é claro, afeta seriamente os investimentos. 

O impacto das eleições na renda fixa

Os investimentos são afetados de diversas maneiras no cenário eleitoral, e um dos impactos maiores se dá nas aplicações de renda fixa, que sofrem influência da inflação diretamente: dependendo da visão do presidente eleito, pode ser adotado um ou outro padrão em relação à administração da inflação do Brasil. 

Em situações de alta na inflação, é muito comum lançar mão da Taxa Selic para contê-la. A Taxa Selic, como você deve saber, é a taxa de juros básica brasileira e oscila de acordo com a inflação,  alterando a rentabilidade real de um investimento. A incerteza em relação às medidas tomadas pelo próximo governante também se reflete em incertezas quanto à oscilação da Selic, à inflação e à rentabilidade real dos investimentos em renda fixa.

A indefinição comum a esse período eleitoral impossibilita a previsibilidade em relação a como o novo governo vai conduzir a economia, portanto, é muito mais difícil fazer projeções assertivas e aplica-las de forma mais inteligente. 

Para evitar perdas monetárias, os especialistas sugerem que, nesse momento crítico, o investidor tenha muita cautela com as taxas prefixadas e os CDBs de longo prazo, uma vez que nunca se sabe o que acontecerá com o banco em que o dinheiro está investido daqui a alguns anos. Dependendo da situação, o investidor correrá o risco de investir em uma instituição bancária que, em pouco tempo, começará a apresentar prejuízos. 

As eleições e os seus investimentos

As incertezas políticas geram impacto nos contratos de juros futuros e dificultam as previsões. Nesse cenário pouco favorável, é muito importante entender quais são os impactos que as eleições podem causar nos investimentos. Para evitar perdas de dinheiro, é bom tomar certos cuidados nesse momento. Por exemplo,  pode ser interessante ter uma parte da carteira dolarizada – algo entre  5% a 10% do portfólio. Entretanto, aumentar muito a posição em Bolsa antevendo um cenário mais otimista pode ser uma armadilha. 

No caso dos prefixados, é importante notar que os títulos atrelados à inflação oferecem menos riscos. Afinal, se um candidato de perfil mais populista ganhar, a tendência é que o dólar siga subindo, tais como as taxas de juros e a inflação implícita. 

Já nos casos de títulos de crédito privado, é recomendado fugir de empresas em processo de reestruturação. É melhor focar naquelas que apresentem lucro e receitas resilientes. Essa parece ser uma boa hora para evitar créditos mais arriscados. 

Investir em ações também pode ser arriscado nas atuais circunstâncias. Para economistas, quando o mercado enxerga muito risco no cenário, o preço das opções sobe vertiginosamente, sobretudo em momentos tão binários como vivemos. Além disso, cabe salientar que certas ações não devem fazer parte de sua carteira nesse período. É o caso, por exemplo, das ações do setor siderúrgico e de aviação. 

Vivemos momentos turbulentos e isso se reflete em todas as esferas da vida, inclusive nos investimentos. Como você pode imaginar, não existe uma receita mágica que valha para todos. É imprescindível que o investidor entenda as incertezas do mercado e tenha o pé no chão. Saiba, porém, que, depois que o cenário estiver mais consolidado, a previsibilidade tenderá a vigorar e as previsões mais assertivas serão novamente viáveis. Dessa maneira, o investidor poderá voltar a projetar a rentabilidade de suas aplicações com mais clareza. 

 

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